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domingo, 29 de abril de 2007

O Primeiro de Maio no marco de reorganização de nossa classe!

Em um momento histórico que nos exige uma profunda reflexão acerca do desenvolvimento histórico das lutas da classe trabalhadora, o atual processo de reorganização das lutas frente aos atuais ataques do governo Lula, nos chega mais um primeiro de maio. Os ataques não são poucos e são sustentados pelos setores governistas que atuam em meio à nossa classe com fim de advoga-los; estes setores possuem nome e endereço: CUT, UNE e PT, que hoje, junto ao governo Lula devem ser encarados como os principais inimigos por parte de todos os setores classistas e combativos.
Há exatos 90 anos, nossa classe experimentava o que provavelmente seria um de seus maiores acúmulos em terras brasileiras: a Greve Geral. Todo o setor produtivo fora paralisado nas principais cidades do país em 1917. São Paulo, Santos, Rio de Janeiro, Porto Alegre e outras cidades eram cobertas pelas bandeiras negras e pela combatividade do proletariado que começara a tomar o céu de assalto.
Eram tempos em que os sindicatos eram a extensão da casa dos trabalhadores, a solidariedade de classe se contrapunha ao cooperativismo e construía na prática e no enfrentamento de classe um sindicalismo classista, combativo e sobretudo revolucionário. Tempos em que os anarquistas não se encontravam enclausurados em reflexões abstratas, mas que no seio de sua classe construíam este movimento, se colocando como uma alternativa política a barbárie capitalista. A bandeira negra não era mera peça exótica, mais sim uma simbologia reconhecida, respeitada e reivindicada pelo proletariado.
Hoje, 90 anos após este histórico marco da luta de classes em nosso país, nos encontramos em uma conjuntura extremamente oposta a estes tempos. O atual momento é de extremo refluxo das lutas, onde a classe trabalhadora infelizmente saiu da ofensiva para entrar na defensiva. Paralelo a isso encontramos um sinistro avanço do capital, com uma enorme sede em espoliar tudo o que nossa classe conquistou com o sangue das lutas deste heróico passado.
O pacote de reformas do governo neoliberal de Lula junto ao PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) vem a restringir os parcos direitos que nossa classe conquistou em suas barricadas, como o direito a greve, 13. salário, aposentadoria, educação pública etc. os “gastos” sócias são cada vez mais flexibilizados para fortalecer o superávit primário e assim engordar a banqueiros e credores das dívidas interna e externa. Novamente os trabalhadores pagam as contas dos burgueses.
Como se tudo isso não bastasse, estes ataques se dão com um amplo e irrestrito apoio da CUT e da UNE, a anos degeneradas por uma forte burocracia que desviou o foco das lutas diretas para disputas burocráticas em aparelhos do Estado. Hoje estas entidades, em conjunto com o PT e seu principal satélite político, o PCdoB, são os maiores obstáculos ao avanço das lutas de classes em nosso país na medida em que colocam uma postura claramente governista, burocratizando seus espaços e eliminando qualquer resquício de democracia interna.
Paralelo a estes ataques, vemos com um certo grau de entusiasmo, um amplo processo de reorganização das lutas de classes em nosso país, através da ruptura com o governismo e da reordenação das práticas classistas e combativas. Experiências como a CONLUTE (Coordenação Nacional de Lutas Estudantis), a CONLUTAS (Coordenação Nacional de Lutas), a INTERSINDICAL e a Frente de Luta Contra a Reforma Universitária são as mais expressivas e o Encontro Nacional Contra as Reformas junto a Plenária em Defesa da Educação Pública foram os momentos em que mais deixaram evidente este processo de reorganização. (...) Coletivo Rusga Libertária

DEFENDER A CLASSE TRABALHADORA! MUITO MAIS QUE PALAVRAS OU BOOTS LUSTRADOS!

1° NÃO É UM DIA DE FESTAS OU SORTEIOS, E SIM UM DIA DE LUTA E COMBATE!

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