SKINHEAD’S GIRL
(Entrevista com skingirls do México)
A seguinte seção é dedicada a opinião feminina dentro do movimento skin, logo abaixo apresentaremos a opinião de diferentes garotas sobre a presença de seu gênero no movimento;
Alba(Bcn) e Patrizya(Cantabria)
1- Vocês Preferem o termo skinhead ou skingirl?
Alba:Para mim dá no mesmo o termo que se ultiliza. Sempre e quando dito com respeito. Deixa eu me explicar... Eu me considero skinhead, me sinto do movimento e por tanto se me chamam skinhead me sentirei identificada. Acredito que skinhead é um termo que pode ser empregado a todos deste movimento, tanto para homens como para mulheres. Pode-se dizer “um” skinhead como “uma” skinhead. Quando utilizado o termo “skingirl”, colocamos que a pessoa em questão é uma mulher, algo que me dá orgulho.Assim como, gosto deste termo, somente quando se está falando de skingirls. O que não gosto por exemplo, é quando dizem “ os skinheads e as skingirls”, diferenciando entende, sendo que nós somos igualmente skinheads, por tanto não deveria haver distinção... Não sei se conseguiu me entender....
Patrizya: Não sei... por preferir, prefiro skinhead, mas é uma coisa meio complicada de conseguir, acredito que é mais importante o conteúdo, o nome mais ou menos, para mim dá na mesma, eu sou a
primeira a usar-lo. O que não é igual é quando o termo “skingirl” é usado pra tentar nos colocar em segundo plano(cômodo para algumas, não pra mim, fique claro!)
2° Como vêem atualmente a cena feminina?
Alba:Acredito que atualmente a cena feminina não está nada mal, cada vez somos mais e cada vez estamos mais convencidas do que somos, estamos mais seguras de nós mesmas e estamos começando a nos dar conta que não estamos sós. Por isso também acho, que tenha muitas farsantes que vê no movimento uma forma de apenas se relacionar com alguém, isso faz com que ganhemos uma fama ruim. Também vi garotas que assumiam a estética skinhead apenas por que estavam saindo com um skin, e são colocadas como skingirl, mas no seu pensamento não há nada que à una com o movimento. Ser skinhead é sentir e pensar, ter a cabeça raspada e usar botas não significa ser skin. Não serão os demais, aqueles que te vêem que dirão se você é skinhead ou não. Tem que ser você mesma, algo de conta própria. Por tanto não importa o que vê ou a imagem queira dar, o que importa é o que pensa, que coisas quer mudar, e que maneira escolheu para lutar!
Patrizya:Que cena? Hehe, falando sério, morta, ainda que agora muitas garotas fazem zines, sites e coisas, parece que está melhorando, mas também não sei como era antes, não estou a muito tempo na cena. Espero que continue melhorando....

3° Por que pensam que há um escasso número de garotas skinhead´s? (enquanto no punk esse número é maior?)
Alba:A verdade é que não sei. Muitas garotas não conhecem este movimento, sempre vêem ele de longe, e não querem se envolver. Diferente disso o movimento punk é muito mais amplo e talvez haja mais garotas nele, mas também devemos ver quantas dessas punks são realmente punks. Ainda que contássemos com certeza seriam mais, não sei por que somos menos, mas essa é uma boa pergunta.
Patrizya: A verdade é que somos muito poucas comparados aos homens do movimento, e não sei por que somos tão poucas, é um movimento estupendo, e acredito que ao ser tão poucas deveríamos ter mais protagonismo do que já temos, deveríamos participar mais, fazer mais coisas, etc...

4º SkinGirls: Parte do movimento ou só um objeto para os garotos? O que acontece atualmente?
Alba: Está claro que somos parte do movimento, e não sou uma skinhead para ser um brinquedo de ninguém. Voltamos ao mesmo de antes, se você é uma farsa e entra no movimento somente para se relacionar, evidentemente chegará um momento que encontrará o que está buscando, mas se realmente é uma skinhead por que sente isso, não acredito que se torne um objeto de algum garoto, ou se é, você é livre para escolher se quer estar com ele ou não, dentro ou fora do movimento. Não acredito que os garotos (em geral) nos vejam como objetos sexuais, nos consideram iguais.
Patrizya: Eu, desde logo não sou objeto de ninguém, o triste é que agora mesmo existem mulheres que compactuam com isso, como simples objetos. Acredito que 60%, 75% dos garotos nos tratam como objetos sendo tão antifascistas como eles se definem, se são realmente, comecem nos tratando por iguais.
5º Tradicionalmente os garotos “estão” mais na política do que as garotas, o que pensam sobre isso?
Alba: Se continuamos falando do movimento, acredito que agora tanto garotos como garotas se interessam igual pela política, não acredito que exista nenhuma diferença.
Patrizya: Tradicionalmente educaram nós mulheres para que nos preocupemos em arrumar um marido, cuidar dos problema de casa, etc... e nunca para o que se passa a nossa volta, ou de tentar mudar as coisas que estão mal, e aos homens é o contrário. Suponho que nós mulheres temos sempre sido educadas para estar dispersas dos demais, e não para nos informar do que está a nossa volta, não entendo, mas é assim...
6º Se querem dizer alguma coisa, este é o espaço:
Alba: Acredito que algumas vezes não nos consideram por pensarem que somos mais fracas fisicamente, e em momentos de brigas nos deixam um pouco de lado, acredito que nesses momentos como qualquer outro, devemos contar uns com os outros.
Patrizya: Obrigado por se interessar pela cena feminina do movimento, e eu sigo falando em todas as entrevistas, que devemos nos envolver mais e fazer mais coisas...
DUAS VEZES REPRIMIDAS!!! E VIOLENTAS EM DOBRO!!! Oi! Oi! Oi!





8 Comentários:
Oi! interessante o texto..
mas para maiores informações sugiro:
http://f1.grp.yahoofs.com/v1/cKquRXzANFHs8AeGUX5Q_ULrWeJC5n34Rp1zRfm7NEiju0ZPy2A_GfPyIQEJbAEH2wKWSRW2qZ2xxBRVusfVCg/Textos%20sobre%20Feminismo/Skinsgirls%20contra%20o%20machismo.doc
http://br.groups.yahoo.com/group/apoiorashsp
http://br.groups.yahoo.com/group/mulheres-a
MSN: leneskaoi@hotmail.com
8:33 PM
Skinsgirls contra o machismo
Ao surgimento d@s primeir@s skinheads, se podia notar as primeiras skinheads girls com seus flequillos, falda entablillada (influência direta das modettes) e pelo corte que com o tempo foi ficando cada vez mais raspado (muita influência rude!). Detrás de uma skinhead girl, e muitos não querem admitir, há um grande número e história, com identidade própria e nota-se a isto, por que não aumenta ou diminui o grado de skinhead no fato de ser homem ou mulher. (Zine Reaccion Skinhead Girl nº1 – Organização Latinoamericana de Skins Girls)
.
Alguns dizem que tanto Rash (Skinheads Anarquistas e Comunistas) como Sharps (Skinheads contra o preconceito racial), mesmo sendo anti-racistas e anti-fascistas, são cultura de “macho”, pois bem, os seus argumentos defendem que são culturas masculinizadas, como o do Hip Hop.
A questão nos parece oportuna para refletir no comentário, porque dizem que é "coisa de macho"? Acaso cerveja, futebol, esporte/defesa pessoal são exclusividade masculina? Isso são conceitos que a Sociedade Patriarcal determinou como sendo do gênero masculino! Mulheres não devem jogar futebol? O quem tem de absurdo gostar de esportes? E lutas? Porque as mulheres não podem treinar? Fazer academia para saber defender-se em um ataque ou assédio enfim, isso é auto-defesa, porque temos que aparentar ser sempre “frágil”, “delicada”, “sensível”, “comportada” e outras coisas que nos ensinam desde pequenas para acharmos que somos inferiores, porque tudo que sai deste padrão de “feminilidade” é taxado como coisa de homem? Mulheres não podem gostar também de outras mulheres? Combatemos o sexismo e a homofobia!
Será então que o problema é a cerveja? É a cerveja ou a mercantilização do corpo das mulheres pela indústria? E se a questão é essa estamos lutando para dizer que nossos corpos nos pertencem! Não apenas para a indústria de bebidas, mas o capitalismo em geral. Há vários grupos de skinheads gays fora do Brasil e há em SP skinheads gays, uns envolvidos politicamente e outros não. É inconcebível que grupos e indivíduos militantes como nós, para defender um argumento agarrem-se a triste visão do sistema que vivemos, nós não apontamos o dedo para as coisas e dizemos "isso é coisa de homem e isso é de mulher", simplesmente porque somos anarquistas e feministas e não acreditamos no sistema de gêneros, pelo contrário, lutamos pelo fim dele! É o sistema que dita o que é de “macho” e o que é de “fêmea”, essa é a cultura machista que a sociedade nos ensina, nós não vamos cair nessa sustentando o que o sistema convencionou como padrão, além disso nenhum grupo contra-cultural e até a própria esquerda na sua origem nunca foram expressamente contra o machismo e o sexismo, as mulheres destes grupos lutam para que o machismo acabe também dentro dos grupos que se reivindicam libertários nesse aspecto, essa é uma luta que tod@s temos que ampliar e como disse Maria Lacerda de Moura “a libertação da mulher vai ser por sua própria luta, e não pela sociedade” . As mulheres Skins estão ai produzindo, seja com zines, bandas, grupos/coletivos e etc..
Mulheres Skins unidas contra o machismo, sexismo, racismo, fascismo e todo tipo de preconceitos!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
stayrash@yahoo.com.br e leneskaoi@yahoo.com.br
www.skinheadwomencrew.cjb.net e http://br.groups.yahoo.com/group/mulheres-a
8:39 PM
Oi Oi Oi aki é o viigal! Passando pra mandar um abraço pro companheiro Fabio! Quanto a entrevista gostei!!! Ja havia lido! abraciones Oi oI oI
7:21 AM
Um bom blog,ta nos meus favoritos!
1:22 AM
Fico feliz em saber como é a sena em outros paises porque aqui do Brasil tentamos desenvolvê-la e melhora-l a
Obrigado por divulgar e abrir oportunidade para muitas pessoas saberem como é tudo por lá.
Nos Skinhead Girls ficamos agradecidas.
Grato
Força
9:27 AM
puta q merda skinhead gay!!!!!!!
12:51 PM
skinhead , raça lixo deveriam morrer todos esses viados e piranhas..
9:44 PM
Bando de vadias , biscates que rapam a cabeça, ridículas , deveriam ter vergonha de ser mulher, ais parecem machos.. Isso é falta de surra e de vergonha na cara, ..Pq vcs não vão procurar o que fazer de util, seu bando de inuteis..vagabundas.
10:11 PM
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